O BÊBADO E O CÃO´- Resgatamos este filhotinho que estava sendo agredido por um homem totalmente embriagado próximo ao bairro banco raso, um rapaz por nome Marcos morador deste bairro nos ajudou no resgate, muito magro e visivelmente famint...o e sedento. Prestamos socorro imediato e uma amiga querida está cuidando dele que já se recuperou, já vacinamos para não contrair nenhuma virose e já tem candidato para adoção. Em breve irá para seu lar definitivo e postaremos sua nova foto.
domingo, 16 de novembro de 2014
ADOTADOS
ADOTADOS - Resgatamos essa linda gatinha e um filhotinho, foi castrada por Drª Allana Ferreira na Clinimaster e foram adotados por nosso amigo Fabricio e agora moram no bairro pontalzinho.
Obrigada amigooooooo Bricio pela força!
Quase morta
- Resgatamos esta linda gatinha abandonada quase morta, desnutrida, cheia de pulgas, socorremos imediatamente e amamentamos na mamadeira e agora a fofinha esta forte e saudável estamos a busca de um lar especial para ela.
Ganhou também uma mãe especial, nossa pastora Malu que cuida dela com o maior carinho!

ADOTADA -Labradora que sofria maus tratos
ADOTADA -Labradora que sofria maus tratos. Resgatamos foi atendida pela Drª Allana Ferreira e adotada por uma amiga maravilhosa MAITE, e agora se chama BRISA e estar muito feliz com seus irmãos Cristal, Tieta, Luck e Reginaldo Gato todos adotados.
Agradecemos a Drª Allana pelo carinho e atenção
Estamos felizes por esta adoção amorosa!
Linda Brisa!

DIA DO PROFESSOR
DIA DO PROFESSOR - Nosso respeito e afeto aos professores.
“Oh! bendito o que semeia
Livros, livros, à mancheia
E manda o povo pensar...”
"CASTRO ALVES"
“Oh! bendito o que semeia
Livros, livros, à mancheia
E manda o povo pensar...”
"CASTRO ALVES"
IMPOSSÍVEL FICARMOS ALHEIOS A HISTÓRIA E A CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA DO PAÍS
IMPOSSÍVEL FICARMOS ALHEIOS A HISTÓRIA E A CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA DO PAÍS - Defendemos o respeito a vida em todas as suas formas; repudiamos e lutamos contra a violência a natureza, os animais; buscamos participar em outros colegiados e...m defesa a causas sociais como: "Defesa e Direitos da Mulher", atuamos e acreditamos na Educação Humanitária como vetora para a paz social, temos extensa vivência profissional em projetos socioambientais, onde conhecemos inúmeras pessoas que desenvolvem ações solidárias fantásticas, mais importantes para a paz e cidadania do que sentenças condenatórias, pois muitas vezes algemas não significam justiça.
Pelo exposto, fazemos a reflexão: independente das escolhas que são direitos individuais, nem que seja pelo mínimo de educação, há que se respeitar a pessoa, a cidadã, a mulher, a história de vida, de luta e suas marcas, a autoridade máxima do país.
ABRAPA - Kátia Lira
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Pelo exposto, fazemos a reflexão: independente das escolhas que são direitos individuais, nem que seja pelo mínimo de educação, há que se respeitar a pessoa, a cidadã, a mulher, a história de vida, de luta e suas marcas, a autoridade máxima do país.
ABRAPA - Kátia Lira
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"AS MARCAS DA TORTURA SOU EU"
No dia 16 de janeiro de 1970, uma jovem mineira de apenas 22 anos passou a conhecer o inferno dos porões da ditadura militar.
Dilma Rousseff sentiu no próprio corpo, durante inúmeras sessões de tortura, até q...ue ponto um regime de exceção é capaz de chegar para massacrar uma pessoa. Foram dois anos e dez meses de sofrimento, violência e solidão em presídios de São Paulo, Rio de Janeiro e Juiz de Fora.
Então secretária de governo no Rio Grande do Sul, Dilma prestou em 2001 um longo depoimento para integrantes do Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG).
É o relato vivo, real e doloroso sobre o que ela sofreu nos presídios, sobretudo quando foi mandada à cidade de Juiz de Fora (MG) para ser interrogada. Ao todo, Dilma ficou presa nove meses a mais do que previa a sentença estipulada pela Justiça Militar.
Onze anos depois do depoimento e já no cargo de Presidente da República, Dilma foi a responsável pela implantação da Comissão Nacional da Verdade, que está colhendo relatos de quem sobreviveu e investigando casos de violação dos diretos humanos no período da ditadura (1964-1985).
Nos textos abaixo, estão trechos do depoimento dela à Conedh-MG em que relata como uma pessoa tão jovem foi obrigada a ver a morte de tão perto e a enfrentar o medo e a solidão.
Marcas da Tortura
“Acredito hoje ter sido por isso que fui levada no dia 18 de maio de 1970 para Minas Gerais, especificamente para Juiz de Fora, sob a alegação de que ia prestar esclarecimentos no processo que ocorria na 4ª CJM. Mas, depois do depoimento, eu fui levada (ou melhor, teria de ser levada para São Paulo), mas fui colocada num local (encapuzada) que sobre ele tinha várias suposições: ou era uma instalação do Exército ou Delegacia de Polícia. Mas acho que não era do Exército, pois depois estive no QG do Exército e não era lá.”
“Nesse lugar fiquei sendo interrogada sistematicamente. Não era sobretudo sobre minha militância em Minas. Supuseram que, tendo apreendido documentos do Ângelo [Pezzutti, militante do grupo de Dilma] que integram o processo, achavam que nossa organização tinha contatos com as polícias Militar ou Civil mineiras que possibilitassem fugas de presos. Acredito ter sido por isso que a tortura foi muito intensa, pois não era presa recente; não tinha ‘pontos’ e ‘aparelhos’ para entregar.”
“As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim.”
Dente Podre
“Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela Oban [Operação Bandeirantes, em São Paulo]. Minha arcada [dentária] girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz completou o serviço com um soco, arrancando o dente.”
Pau de Arara
“No início, não tinha rotina [nas sessões de tortura]. Não se distinguia se era dia ou noite. O interrogatório começava. Geralmente, o básico era choque. Começava assim: ‘Em 1968 o que você estava fazendo?’, e acabava no Ângelo Pezzuti e sua fuga, ganhando intensidade, com sessões de pau de arara, o que a gente não aguenta muito tempo.”
Palmatória
“Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador ‘experiente’, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes também usava palmatória; usava em mim muita palmatória. Em São Paulo usaram pouco esse ‘método’. No fim, quando estava para ir embora, começou uma rotina. No início, não tinha hora. Era de dia e de noite. Emagreci muito, pois não me alimentava direito.
Motivos
“Quando eu tinha hemorragia, na primeira vez foi na Oban (…) foi uma hemorragia de útero. Me deram uma injeção e disseram para não bater naquele dia. Em Minas, quando comecei a ter hemorragia, chamaram alguém que me deu comprimido e depois injeção. Mas me davam choque elétrico e depois paravam. Acho que tem registros disso no final da minha prisão, pois fiz um tratamento no Hospital das Clínicas.”
Morte e solidão
“Fiquei presa três anos. O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente o resto da vida.”
Visita da mãe
“Em Minas, estava sozinha. Não via gente. [A solidão] era parte integrante da tortura. Mas a minha mãe me visitava às vezes, porém, não nos piores momentos. Minha mãe sabia que estava presa, mas eles não a deixavam me ver. Mas a doutora Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada, me viu em São Paulo, logo após a minha chegada de Minas. Hoje ela mora no Rio e posso contatá-la”
Ameaças
“Depois [vinham] as ameaças: ‘Eu vou esquecer a mão em você. Você vai ficar deformada e ninguém vai te querer. Ninguém vai saber que você está aqui. Você vai virar um ‘presunto’ e ninguém vai saber’. Em São Paulo me ameaçaram de fuzilamento e fizeram a encenação. Em Minas não lembro, pois os lugares se confundem um pouco.”
Sequelas
“Acho que nenhum de nós consegue explicar a sequela: a gente sempre vai ser diferente. No caso específico da época, acho que ajudou o fato de sermos mais novos; agora, ser mais novo tem uma desvantagem: o impacto é muito grande. Mesmo que a gente consiga suportar a vida melhor quando se é jovem, fisicamente, a médio prazo, o efeito na gente é maior por sermos mais jovens. Quando se tem 20 anos o efeito é mais profundo, no entanto, é mais fácil aguentar no imediato.”
Sozinha na cela
“Dentro da Barão de Mesquita (RJ), ninguém via ninguém. Havia um buraquinho na porta, por onde se acendia cigarro. Na Oban, as mulheres ficavam junto às celas de tortura. Em Minas sempre ficava sozinha, exceto quando fui a julgamento, quando fiquei com a Terezinha. Na ida e na vinda todas as mulheres presas no Tiradentes sabiam que eu estava presa: por exemplo, Maria Celeste Martins e Idoina de Souza Rangel, de São Paulo.”
Bomba
“Em Minas, fiquei só com a Terezinha. Uma bomba foi jogada na nossa cela. Voltei em janeiro de 1972 para Juiz de Fora. Nunca me levaram para BH [Belo Horizonte]. Quando voltei para o julgamento, me colocaram numa cela, na 4ª Cia. de Polícia do Exército, 4ª Região Militar, lá apareceu outra vez o Dops que me interrogava. Mas foi um interrogatório bem mais leve. Fiquei esperando o julgamento lá dentro.”
Frio de cão
“Um dia, a gente estava nessa cela, sem vidro. Um frio de cão. Eis que entra uma bomba de gás lacrimogênio, pois estavam treinando lá fora. Eu e Terezinha ficamos queimadas nas mucosas e fomos para o hospital. Tive o ‘prazer’ de conhecer o comandante general Sílvio Frota, que posteriormente me colocaria na lista dos infiltrados no poder público, me levando a perder o emprego.”
#DitaduraNuncaMais
No dia 16 de janeiro de 1970, uma jovem mineira de apenas 22 anos passou a conhecer o inferno dos porões da ditadura militar.
Dilma Rousseff sentiu no próprio corpo, durante inúmeras sessões de tortura, até q...ue ponto um regime de exceção é capaz de chegar para massacrar uma pessoa. Foram dois anos e dez meses de sofrimento, violência e solidão em presídios de São Paulo, Rio de Janeiro e Juiz de Fora.
Então secretária de governo no Rio Grande do Sul, Dilma prestou em 2001 um longo depoimento para integrantes do Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG).
É o relato vivo, real e doloroso sobre o que ela sofreu nos presídios, sobretudo quando foi mandada à cidade de Juiz de Fora (MG) para ser interrogada. Ao todo, Dilma ficou presa nove meses a mais do que previa a sentença estipulada pela Justiça Militar.
Onze anos depois do depoimento e já no cargo de Presidente da República, Dilma foi a responsável pela implantação da Comissão Nacional da Verdade, que está colhendo relatos de quem sobreviveu e investigando casos de violação dos diretos humanos no período da ditadura (1964-1985).
Nos textos abaixo, estão trechos do depoimento dela à Conedh-MG em que relata como uma pessoa tão jovem foi obrigada a ver a morte de tão perto e a enfrentar o medo e a solidão.
Marcas da Tortura
“Acredito hoje ter sido por isso que fui levada no dia 18 de maio de 1970 para Minas Gerais, especificamente para Juiz de Fora, sob a alegação de que ia prestar esclarecimentos no processo que ocorria na 4ª CJM. Mas, depois do depoimento, eu fui levada (ou melhor, teria de ser levada para São Paulo), mas fui colocada num local (encapuzada) que sobre ele tinha várias suposições: ou era uma instalação do Exército ou Delegacia de Polícia. Mas acho que não era do Exército, pois depois estive no QG do Exército e não era lá.”
“Nesse lugar fiquei sendo interrogada sistematicamente. Não era sobretudo sobre minha militância em Minas. Supuseram que, tendo apreendido documentos do Ângelo [Pezzutti, militante do grupo de Dilma] que integram o processo, achavam que nossa organização tinha contatos com as polícias Militar ou Civil mineiras que possibilitassem fugas de presos. Acredito ter sido por isso que a tortura foi muito intensa, pois não era presa recente; não tinha ‘pontos’ e ‘aparelhos’ para entregar.”
“As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim.”
Dente Podre
“Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela Oban [Operação Bandeirantes, em São Paulo]. Minha arcada [dentária] girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz completou o serviço com um soco, arrancando o dente.”
Pau de Arara
“No início, não tinha rotina [nas sessões de tortura]. Não se distinguia se era dia ou noite. O interrogatório começava. Geralmente, o básico era choque. Começava assim: ‘Em 1968 o que você estava fazendo?’, e acabava no Ângelo Pezzuti e sua fuga, ganhando intensidade, com sessões de pau de arara, o que a gente não aguenta muito tempo.”
Palmatória
“Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador ‘experiente’, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes também usava palmatória; usava em mim muita palmatória. Em São Paulo usaram pouco esse ‘método’. No fim, quando estava para ir embora, começou uma rotina. No início, não tinha hora. Era de dia e de noite. Emagreci muito, pois não me alimentava direito.
Motivos
“Quando eu tinha hemorragia, na primeira vez foi na Oban (…) foi uma hemorragia de útero. Me deram uma injeção e disseram para não bater naquele dia. Em Minas, quando comecei a ter hemorragia, chamaram alguém que me deu comprimido e depois injeção. Mas me davam choque elétrico e depois paravam. Acho que tem registros disso no final da minha prisão, pois fiz um tratamento no Hospital das Clínicas.”
Morte e solidão
“Fiquei presa três anos. O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente o resto da vida.”
Visita da mãe
“Em Minas, estava sozinha. Não via gente. [A solidão] era parte integrante da tortura. Mas a minha mãe me visitava às vezes, porém, não nos piores momentos. Minha mãe sabia que estava presa, mas eles não a deixavam me ver. Mas a doutora Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada, me viu em São Paulo, logo após a minha chegada de Minas. Hoje ela mora no Rio e posso contatá-la”
Ameaças
“Depois [vinham] as ameaças: ‘Eu vou esquecer a mão em você. Você vai ficar deformada e ninguém vai te querer. Ninguém vai saber que você está aqui. Você vai virar um ‘presunto’ e ninguém vai saber’. Em São Paulo me ameaçaram de fuzilamento e fizeram a encenação. Em Minas não lembro, pois os lugares se confundem um pouco.”
Sequelas
“Acho que nenhum de nós consegue explicar a sequela: a gente sempre vai ser diferente. No caso específico da época, acho que ajudou o fato de sermos mais novos; agora, ser mais novo tem uma desvantagem: o impacto é muito grande. Mesmo que a gente consiga suportar a vida melhor quando se é jovem, fisicamente, a médio prazo, o efeito na gente é maior por sermos mais jovens. Quando se tem 20 anos o efeito é mais profundo, no entanto, é mais fácil aguentar no imediato.”
Sozinha na cela
“Dentro da Barão de Mesquita (RJ), ninguém via ninguém. Havia um buraquinho na porta, por onde se acendia cigarro. Na Oban, as mulheres ficavam junto às celas de tortura. Em Minas sempre ficava sozinha, exceto quando fui a julgamento, quando fiquei com a Terezinha. Na ida e na vinda todas as mulheres presas no Tiradentes sabiam que eu estava presa: por exemplo, Maria Celeste Martins e Idoina de Souza Rangel, de São Paulo.”
Bomba
“Em Minas, fiquei só com a Terezinha. Uma bomba foi jogada na nossa cela. Voltei em janeiro de 1972 para Juiz de Fora. Nunca me levaram para BH [Belo Horizonte]. Quando voltei para o julgamento, me colocaram numa cela, na 4ª Cia. de Polícia do Exército, 4ª Região Militar, lá apareceu outra vez o Dops que me interrogava. Mas foi um interrogatório bem mais leve. Fiquei esperando o julgamento lá dentro.”
Frio de cão
“Um dia, a gente estava nessa cela, sem vidro. Um frio de cão. Eis que entra uma bomba de gás lacrimogênio, pois estavam treinando lá fora. Eu e Terezinha ficamos queimadas nas mucosas e fomos para o hospital. Tive o ‘prazer’ de conhecer o comandante general Sílvio Frota, que posteriormente me colocaria na lista dos infiltrados no poder público, me levando a perder o emprego.”
#DitaduraNuncaMais
![Foto: "AS MARCAS DA TORTURA SOU EU"
No dia 16 de janeiro de 1970, uma jovem mineira de apenas 22 anos passou a conhecer o inferno dos porões da ditadura militar.
Dilma Rousseff sentiu no próprio corpo, durante inúmeras sessões de tortura, até que ponto um regime de exceção é capaz de chegar para massacrar uma pessoa. Foram dois anos e dez meses de sofrimento, violência e solidão em presídios de São Paulo, Rio de Janeiro e Juiz de Fora.
Então secretária de governo no Rio Grande do Sul, Dilma prestou em 2001 um longo depoimento para integrantes do Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG).
É o relato vivo, real e doloroso sobre o que ela sofreu nos presídios, sobretudo quando foi mandada à cidade de Juiz de Fora (MG) para ser interrogada. Ao todo, Dilma ficou presa nove meses a mais do que previa a sentença estipulada pela Justiça Militar.
Onze anos depois do depoimento e já no cargo de Presidente da República, Dilma foi a responsável pela implantação da Comissão Nacional da Verdade, que está colhendo relatos de quem sobreviveu e investigando casos de violação dos diretos humanos no período da ditadura (1964-1985).
Nos textos abaixo, estão trechos do depoimento dela à Conedh-MG em que relata como uma pessoa tão jovem foi obrigada a ver a morte de tão perto e a enfrentar o medo e a solidão.
Marcas da Tortura
“Acredito hoje ter sido por isso que fui levada no dia 18 de maio de 1970 para Minas Gerais, especificamente para Juiz de Fora, sob a alegação de que ia prestar esclarecimentos no processo que ocorria na 4ª CJM. Mas, depois do depoimento, eu fui levada (ou melhor, teria de ser levada para São Paulo), mas fui colocada num local (encapuzada) que sobre ele tinha várias suposições: ou era uma instalação do Exército ou Delegacia de Polícia. Mas acho que não era do Exército, pois depois estive no QG do Exército e não era lá.”
“Nesse lugar fiquei sendo interrogada sistematicamente. Não era sobretudo sobre minha militância em Minas. Supuseram que, tendo apreendido documentos do Ângelo [Pezzutti, militante do grupo de Dilma] que integram o processo, achavam que nossa organização tinha contatos com as polícias Militar ou Civil mineiras que possibilitassem fugas de presos. Acredito ter sido por isso que a tortura foi muito intensa, pois não era presa recente; não tinha ‘pontos’ e ‘aparelhos’ para entregar.”
“As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim.”
Dente Podre
“Uma das coisas que me aconteceu naquela época é que meu dente começou a cair e só foi derrubado posteriormente pela Oban [Operação Bandeirantes, em São Paulo]. Minha arcada [dentária] girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu. Tomava de vez em quando Novalgina em gotas para passar a dor. Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz completou o serviço com um soco, arrancando o dente.”
Pau de Arara
“No início, não tinha rotina [nas sessões de tortura]. Não se distinguia se era dia ou noite. O interrogatório começava. Geralmente, o básico era choque. Começava assim: ‘Em 1968 o que você estava fazendo?’, e acabava no Ângelo Pezzuti e sua fuga, ganhando intensidade, com sessões de pau de arara, o que a gente não aguenta muito tempo.”
Palmatória
“Se o interrogatório é de longa duração, com interrogador ‘experiente’, ele te bota no pau de arara alguns momentos e depois leva para o choque, uma dor que não deixa rastro, só te mina. Muitas vezes também usava palmatória; usava em mim muita palmatória. Em São Paulo usaram pouco esse ‘método’. No fim, quando estava para ir embora, começou uma rotina. No início, não tinha hora. Era de dia e de noite. Emagreci muito, pois não me alimentava direito.
Motivos
“Quando eu tinha hemorragia, na primeira vez foi na Oban (…) foi uma hemorragia de útero. Me deram uma injeção e disseram para não bater naquele dia. Em Minas, quando comecei a ter hemorragia, chamaram alguém que me deu comprimido e depois injeção. Mas me davam choque elétrico e depois paravam. Acho que tem registros disso no final da minha prisão, pois fiz um tratamento no Hospital das Clínicas.”
Morte e solidão
“Fiquei presa três anos. O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente o resto da vida.”
Visita da mãe
“Em Minas, estava sozinha. Não via gente. [A solidão] era parte integrante da tortura. Mas a minha mãe me visitava às vezes, porém, não nos piores momentos. Minha mãe sabia que estava presa, mas eles não a deixavam me ver. Mas a doutora Rosa Maria Cardoso da Cunha, advogada, me viu em São Paulo, logo após a minha chegada de Minas. Hoje ela mora no Rio e posso contatá-la”
Ameaças
“Depois [vinham] as ameaças: ‘Eu vou esquecer a mão em você. Você vai ficar deformada e ninguém vai te querer. Ninguém vai saber que você está aqui. Você vai virar um ‘presunto’ e ninguém vai saber’. Em São Paulo me ameaçaram de fuzilamento e fizeram a encenação. Em Minas não lembro, pois os lugares se confundem um pouco.”
Sequelas
“Acho que nenhum de nós consegue explicar a sequela: a gente sempre vai ser diferente. No caso específico da época, acho que ajudou o fato de sermos mais novos; agora, ser mais novo tem uma desvantagem: o impacto é muito grande. Mesmo que a gente consiga suportar a vida melhor quando se é jovem, fisicamente, a médio prazo, o efeito na gente é maior por sermos mais jovens. Quando se tem 20 anos o efeito é mais profundo, no entanto, é mais fácil aguentar no imediato.”
Sozinha na cela
“Dentro da Barão de Mesquita (RJ), ninguém via ninguém. Havia um buraquinho na porta, por onde se acendia cigarro. Na Oban, as mulheres ficavam junto às celas de tortura. Em Minas sempre ficava sozinha, exceto quando fui a julgamento, quando fiquei com a Terezinha. Na ida e na vinda todas as mulheres presas no Tiradentes sabiam que eu estava presa: por exemplo, Maria Celeste Martins e Idoina de Souza Rangel, de São Paulo.”
Bomba
“Em Minas, fiquei só com a Terezinha. Uma bomba foi jogada na nossa cela. Voltei em janeiro de 1972 para Juiz de Fora. Nunca me levaram para BH [Belo Horizonte]. Quando voltei para o julgamento, me colocaram numa cela, na 4ª Cia. de Polícia do Exército, 4ª Região Militar, lá apareceu outra vez o Dops que me interrogava. Mas foi um interrogatório bem mais leve. Fiquei esperando o julgamento lá dentro.”
Frio de cão
“Um dia, a gente estava nessa cela, sem vidro. Um frio de cão. Eis que entra uma bomba de gás lacrimogênio, pois estavam treinando lá fora. Eu e Terezinha ficamos queimadas nas mucosas e fomos para o hospital. Tive o ‘prazer’ de conhecer o comandante general Sílvio Frota, que posteriormente me colocaria na lista dos infiltrados no poder público, me levando a perder o emprego.”
#DitaduraNuncaMais](https://fbcdn-sphotos-g-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xaf1/v/t1.0-9/s552x414/1005547_648519645201630_1946398057_n.png?oh=9b8e1cf64ede70c083272ed144e5d4ec&oe=54D3AFCD&__gda__=1427268275_0f91671b4082bb27f6a3b2106b5ee210)
CÃO SOFRIDO PRECISA DE LAR URGENTE
CÃO SOFRIDO PRECISA DE LAR URGENTE - Este lindo cão foi salvo por Tania Anjos, sofria maus -tratos e ela tomou do ex - dono, cuidou pois estava debilitado, agora necessita de apoio para adoção, ela já tem outros cães adotados e não tem como ficar com ele.
Amigos vamos ajudar encontrar um lar para Billy como está sendo chamado por Tania
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!
HELLEN LIRA E A NATUREZA DESEJAM: QUE OS ADULTOS DE HOJE, MUDEM AS POSTURAS PARA QUE AS CRIANÇAS TENHAM UM FUTURO MELHOR!
AMAR A NATUREZA E SER SOLIDÁRIO!
ECONOMIZAR ÁGUA!...
RECICLAGEM!
ECONOMIZAR ENERGIA!
Hellen Lira, minha pupila, futura ambientalista!
Já manifesta amor aos animais, Bob, Kika, Malu que o digam: são tantos abraçinhos e beijinhos.
HELLEN LIRA E A NATUREZA DESEJAM: QUE OS ADULTOS DE HOJE, MUDEM AS POSTURAS PARA QUE AS CRIANÇAS TENHAM UM FUTURO MELHOR!
AMAR A NATUREZA E SER SOLIDÁRIO!
ECONOMIZAR ÁGUA!...
RECICLAGEM!
ECONOMIZAR ENERGIA!
Hellen Lira, minha pupila, futura ambientalista!
Já manifesta amor aos animais, Bob, Kika, Malu que o digam: são tantos abraçinhos e beijinhos.
OUTUBRO ROSA
OUTUBRO ROSA - Vamos cuidar TAMBÉM dos nossos pets. Cadelas e gatas também sofrem com câncer de mama, vamos prevenir castrando nossos grandes amigos!
IDOSA ABANDONADA
IDOSA ABANDONADA - Estamos prestando assistência a esta pobre cadela que foi abandonada no Bairro São Pedro. Segundo relatos, os tais donos foram embora e largaram o animal lá. Idosa com sarna e ferimentos era só sofrimento.
Encontramos uma... pessoa do bem, Sr. Zelito que vinha alimentando a coitada, deixamos toda medicação ele solidário esta cuidando da indefesa. Assim que recuperada encaminharemos para castração.
Obrigada Sr. Zelito, pessoas assim é que alentam nossos corações.
Encontramos uma... pessoa do bem, Sr. Zelito que vinha alimentando a coitada, deixamos toda medicação ele solidário esta cuidando da indefesa. Assim que recuperada encaminharemos para castração.
Obrigada Sr. Zelito, pessoas assim é que alentam nossos corações.
ADOTADO
ADOTADO - Resgatamos este lindo GATÃO abandonado no centro de zoonoses, estava apavorado coitado. Pensem o animal convive num lar anos depois os CRUÉIS o pegam como se fosse um ser inanimado, um nada e o desprezam. O animal fica atordoado.... Graças a Deus uma amiga querida Monalisa o adotou, o animal é tão manso e meigo que todos o adoraram e ele se adaptou assim que chegou na casa. Agradecemos a MONA por este ato de amor.
Bjoosss mil amiga!
Bjoosss mil amiga!

PARIDA RESGATADA
PARIDA RESGATADA - Resgatamos do centro de zoonoses esta linda gatinha parida com três filhotinhos lindos, pelo tamanho dos filhotes deveriam ter menos de uma semana de vida, o ser cruel que abandonou não devia nem alimentar o pobre animal,... pois a magreza nos espantou. Esta ótima tomando vitaminas e comendo muito. Os filhotes são lindos, um macho cinza e duas fêmeas brancas com cinza.
Já tem candidatos para adoção, a mãe será castrada e também será adotada.
Já tem candidatos para adoção, a mãe será castrada e também será adotada.

ADOTADOS - FELICIDADE NOSSA!
ADOTADOS - FELICIDADE NOSSA!
AMIGOS ESTES DOIS LINDOS PETS FORAM ABANDONADOS JUNTOS NO CENTRO DE ZOONOSES DE ITABUNA INCLUSIVE HÁ ALGUM TEMPO POSTAMOS A HISTÓRIA DELES. MUITO AMEDRONTADOS, TINHAM PAVOR DE QUALQUER CONTATO. PELO COMPORTAME...NTO DEVERIAM VIVER ISOLADOS E SABE DEUS O QUE MAIS FAZIAM COM ELES.
JÁ ESTAVAM LÁ HÁ ALGUNS MESES POIS NINGUÉM QUERIA ADOTAR OS DOIS, UM FOI ADOTADO E DEVOLVIDO POIS NÃO COMEU, FICOU TRISTE SEM O OUTRO.
CONSEGUIMOS ATRAVÉS DE UM AMIGO E PARCEIRO, ADOÇÃO PARA OS DOIS QUE FORAM MORAR EM UMA FAZENDA EM SÃO JOSÉ DA VITÓRIA, NOSSO AMIGO JORGE BARBOSA QUE TAMBÉM É AMBIENTALISTA FOI QUEM CONSEGUIU A ADOÇÃO E OS LEVOU PARA A FAZENDA.
JORGE BARBOSA NOS INFORMOU QUE ESTÃO ÓTIMOS TOMANDO BANHO NO RIO, CORRENDO LIVRES E FELIZES.
OBRIGADA AMIGO JORGE BARBOSA POR AJUDAR ! Ver mais
AMIGOS ESTES DOIS LINDOS PETS FORAM ABANDONADOS JUNTOS NO CENTRO DE ZOONOSES DE ITABUNA INCLUSIVE HÁ ALGUM TEMPO POSTAMOS A HISTÓRIA DELES. MUITO AMEDRONTADOS, TINHAM PAVOR DE QUALQUER CONTATO. PELO COMPORTAME...NTO DEVERIAM VIVER ISOLADOS E SABE DEUS O QUE MAIS FAZIAM COM ELES.
JÁ ESTAVAM LÁ HÁ ALGUNS MESES POIS NINGUÉM QUERIA ADOTAR OS DOIS, UM FOI ADOTADO E DEVOLVIDO POIS NÃO COMEU, FICOU TRISTE SEM O OUTRO.
CONSEGUIMOS ATRAVÉS DE UM AMIGO E PARCEIRO, ADOÇÃO PARA OS DOIS QUE FORAM MORAR EM UMA FAZENDA EM SÃO JOSÉ DA VITÓRIA, NOSSO AMIGO JORGE BARBOSA QUE TAMBÉM É AMBIENTALISTA FOI QUEM CONSEGUIU A ADOÇÃO E OS LEVOU PARA A FAZENDA.
JORGE BARBOSA NOS INFORMOU QUE ESTÃO ÓTIMOS TOMANDO BANHO NO RIO, CORRENDO LIVRES E FELIZES.
OBRIGADA AMIGO JORGE BARBOSA POR AJUDAR ! Ver mais
Procuram um lar - Amigos lindos cães e gatos no Centro de Zoonoses de Itabuna para adoção.
Vamos ao encontro do melhor amigo!
Vamos ao encontro do melhor amigo!

Crueldade
CRUELDADE - Resgatamos este filhote abandonado no bairro California, meu Deus um pobre bichinho frágil, indefeso e ninguém se compadeceu, quando pegamos vimos o tamanho do sofrimento a patinha minúscula ferida e todo cheiro de bicho que com...eu toda a carne e pele da patinha, todo ferido e podre com uma infecção terrível. Drª Alana , nos socorreu deu todo carinho e cuidados ao sofrido, mas nos alertou que o quadro era muito grave e que era difícil que sobrevivesse. Morreu, mas foi tratado com carinho e abrigado. QUE SERES HUMANOS SÃO ESSES QUE FICAM INDIFERENTE A UMA SITUAÇÃO DESSAS, COMO TANTA GENTE PODE DEIXAR UM SERZINHO NO MEIO DA RUA MORRENDO A MINGUA?

Gatinho adotado
ADOTADO - Gatinho resgatado por Mayli Oliveira no bairro Mangabinha, conseguimos um lar maravilhoso para ele. Foi adotado por uma grande amiga, Leila e agora se chama Mio
Reforma do Centro Zoonoses Itabuna
O Centro de Zoonoses de Itabuna deixou de ser um cemitério para animais vivos. Contando com a sensibilidade e compromisso do Prefeito Vane, o CCZ passou por reformas e passou a ter profissionalismo e políticas públicas em prol dos animais a...bandonados.
As fotos demonstram o verdadeiro descaso que era, canis destruídos e imundos, os gatos morriam confinados em três compartimentos de cimento, abarrotados colocavam os gatos em gaiolas que morriam também acumulados.
O tanque de água furado, era uma verdadeira sujeira, sem água os animais ficavam sem assepsia, salas destruídas, sala de cirurgia não existia, portões quebrados e escorados com madeira, sistema elétrico desmantelado, lâmpadas queimadas o CCZ era iluminado por gambiarra.
O Prefeito demonstra sensibilidade e respeito pelas vidas dos indefesos, os animais para o Prefeito não são invisíveis, da destruição a transformação.
Quem ama os animais vibra com esta conquista!
As fotos demonstram o verdadeiro descaso que era, canis destruídos e imundos, os gatos morriam confinados em três compartimentos de cimento, abarrotados colocavam os gatos em gaiolas que morriam também acumulados.
O tanque de água furado, era uma verdadeira sujeira, sem água os animais ficavam sem assepsia, salas destruídas, sala de cirurgia não existia, portões quebrados e escorados com madeira, sistema elétrico desmantelado, lâmpadas queimadas o CCZ era iluminado por gambiarra.
O Prefeito demonstra sensibilidade e respeito pelas vidas dos indefesos, os animais para o Prefeito não são invisíveis, da destruição a transformação.
Quem ama os animais vibra com esta conquista!
Vejam o antes e o depois as fotos na fanpage: aapa-ecologica.facebook.com
ADOTADA
ADOTADA - Castrada por DRª ANA GOUVEIA adotada por DAI, uma senhora doceeee e coração maravilhoso. Agora mora no bairro santo antonio no maior conforto, só gosta de ficar no sofá assistindo tv.
Bjo Dadai do coração!

DIA DE BELEZA PARA OS ANIMAIS ABANDONADOS NO CENTRO DE ZOONOSES
DIA DE BELEZA - Promovemos mais um dia de beleza para os animais abandonados no Centro de Zoonoses de Itabuna. Neste dia 01 de julho de 2014. Banho, toza e carinho para amenizar a dor do abandono. O primeiro dia de beleza foi em março, o segundo em maio e agora em julho, pois o número de animais abandonados é enorme devido os festejos. Buscamos sempre uma forma de ajudar os indefesos. Pedimos todos colaborem, pois um carinho, um banho, um passeio significa muito para os pets carentes.
Vamos conseguir lares para eles amigos
Vamos conseguir lares para eles amigos
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